Capítulo 14 — Portas que se Abrem com Nomes
O café parecia respirar junto com a cidade: azulejos azulados, madeira antiga, um cheiro de café torrado que insistia em ficar no ar mesmo quando ninguém mexia as xícaras. A mulher de olhos oblíquos ainda me observava por cima da taça de vinho.
— Você disse que conhece a história “de dentro” — repeti, tentando não soar ansioso. — “Dentro” de onde?
— De onde as versões não chegam — ela pousou a taça. — Você veio ao lugar certo, mas está batendo nas por