Capítulo 13 — Ecos de Sevilha
O avião cortava a madrugada como uma navalha. As luzes da cabine oscilavam sobre rostos sonolentos, mas o meu corpo não aceitava descanso. A fotografia em minhas mãos parecia me observar. A mulher do retrato não sorria — olhava de lado, como se dissesse: “você ainda não sabe o suficiente”. No verso, a caligrafia delicada e firme ecoava em minha mente: “Sevilha espera.”
Fechei os olhos tentando dormir, mas o som do motor se confundia com a voz de Helena. “Algumas po