Alana não conseguia acreditar que estivesse saindo daquela livraria ao lado de Dante Marroquín. Ele não parava de falar ao telefone, e ela não podia deixar de sentir pena da pessoa do outro lado da ligação, pois o senhor Marroquín estava realmente furioso; gritava como um louco, xingava e dizia que iria demitir alguém. Pobres funcionários daquele homem!, pensou. Já fazia cerca de dez minutos desde que haviam entrado no carro e não tinham avançado nada; o senhor Marroquín sequer havia ligado o motor, e Alana começava a se sentir desconfortável. Pegou um dos livros da bolsa e começou a folheá-lo, fingiu ler por um tempo, embora não conseguisse; estava muito concentrada na conversa do senhor Marroquín.
— Sei quem você é — sussurrou Luz, sentada ao seu lado no banco de trás do carro.
Alana deu um pequeno pulo; a voz do senhor Marroquín virou um murmúrio ao fundo, e as palavras de Luz a deixaram completamente desconcertada.
— Do que você está falando, Luz? Não entendo — Alana inclinou o ro