A volta para casa foi estranha; silenciosa, mas alegre. As roupas de Dante e Alana estavam encharcadas. Ela morria de frio, mas uma sensação de calor apertava seu peito. Eram nervos — como quando ia às compras e passava perto de um grupo de rapazes, como aquele bater acelerado do coração quando o coroinha bonito da missa lhe sorria. Era tudo isso… e ainda mais. Intenso. Absoluto.
Alana mantinha o olhar fixo na janela. Não conseguia apreciar a paisagem da cidade; as gotas de chuva embaçavam o vidro. Ainda assim, não desviou os olhos por um segundo. Não queria olhar para Dante. Tinha vergonha de encará-lo por muito tempo e que ele percebesse aqueles sentimentos que começavam a emergir.
— Vocês deveriam tirar essas roupas o quanto antes — disse Luz assim que o carro estacionou diante da entrada da casa. — Tomem um pouco de sopa quente — balançou a cabeça. — Parecem duas crianças.
Dante e Alana se entreolharam e riram. O motorista abriu a porta segurando um guarda-chuva, mas Luz tomou o o