Dante deu meia-volta. Isabela, Constança e Luz haviam ido atrás dele e o observavam intrigadas.
— Entendo que você não consiga lidar com o seu luto — disse Constança. As bochechas de Alana arderam ao ouvi-la falar daquele jeito com Dante. Ela não entendia por que precisava ser tão cruel. — Nem todos são fortes, mas, por favor, não assuste os meus convidados.
— Aquela mulher era sua convidada? — perguntou Dante, apontando para a entrada. Não havia ninguém ali.
— Era — respondeu Constança, sem qualquer emoção na voz. Alana sentia por ela uma mistura de admiração e medo. Constança usava um conjunto cor de vinho: saia longa até a metade das panturrilhas, blusa branca de tecido sedoso e um blazer ajustado na cintura com botões dourados. — Até você a espantar.
Ela falava com Dante, mas não o encarava; seu olhar parecia perdido no vazio.
— Quem é ela? — Dante se aproximou de Constança, respirando com força. Parecia sair vapor de suas narinas, e Alana teve a impressão de que ele poderia machu