—NÃO, é claro que não vou me cobrir —disparou Dante Marroquin.
Ele não estava irritado, estava surpreso com a reação da senhorita Isabela Duarte. Menos de uma hora antes, ela o havia beijado nos lábios, e agora estava constrangida por vê-lo semidespido.
Ele estava fascinado por aquela garota doce e, ao mesmo tempo, audaciosa, que usava um vestido estampado de flores e sapatos de senhora. As bochechas dela tinham ficado vermelhas de repente. Era uma mulher adulta reagindo como uma menina. Aquilo era tão estranho quanto irresistível.
—Por favor, cubra-se! —implorou, sem olhá-lo.
Ela deixou a rosa e o diário sobre a penteadeira e caminhou a passos largos até a cama.
—A senhorita entrou no meu quarto sem bater. Não pode vir me dando ordens —ele disse, mas ela ignorou completamente. Apenas pegou o lençol da cama e o atirou sobre ele.
Dante não conseguiu conter o riso.
—Nunca viu um homem nu?
Ele nem estava totalmente nu; uma toalha o cobria da cintura para baixo. Quando Dante fez a pergunt