Assim que Dante Marroquín se afastou o suficiente, Luz começou a metralhar Alana de perguntas.
— Por que você não é mais freira? Por que diz que se chama Isabela? Não lembro do seu nome, mas tenho certeza de que não era Isabela. Eu me lembraria, com certeza lembraria desse nome. Você não acha que é coincidência demais nos encontrarmos de novo? — a menina disparava as palavras uma atrás da outra, em alta velocidade, sem sequer deixar que Alana respondesse.
— Eu nunca fui freira — explicou Alana assim que Luz lhe deu espaço para falar. — Eu era apenas uma noviça.
— O que é uma noviça? — perguntou, com os olhos cheios de curiosidade.
— É uma mulher que está se preparando para se tornar freira. Depois que faz os votos, deixa de ser noviça e passa a ser freira.
— Ah… então você nunca fez seus votos. Por quê? — Não teve tempo? — E por que não teve tempo? — tantas perguntas já começavam a lhe dar dor de cabeça.
— É difícil de explicar, Luz.
— Você renunciou aos votos por amor?
— Ah, não… não