O quarto do motel estava mergulhado em uma penumbra aconchegante, quase cúmplice, iluminado apenas pela luz suave e âmbar do abajur ao lado da cama. As paredes ainda pareciam vibrar com o eco dos suspiros, dos toques, dos corpos que se encontraram com sede e urgência. O cheiro de prazer ainda pairava no ar, misturado ao perfume doce de Antonella e ao amadeirado sutil da pele de Vítor.
Ela estava deitada sobre o peito dele, completamente nua, as pernas entrelaçadas às dele, os cabelos loiros caí