Os dias foram se tornando mais leves.
Não porque a saudade tivesse diminuído, ela apenas aprendeu a conviver com ela. Como uma cicatriz que parou de doer, mas que ainda arde quando o vento toca. Sophia agora caminhava com mais calma, falava mais devagar e, de vez em quando, até sorria sem culpa.
O inverno dava seus últimos sinais. O branco começava a se retrair, abrindo espaço para o cinza da terra úmida e junto com ele, a rotina se renovava.
As manhãs eram preenchidas por chá quente, pães aman