Os dias no Canadá pareciam se mover com uma lentidão poética. Havia algo no ar gelado, no som abafado da neve cobrindo as calçadas, que fazia o tempo parecer mais denso, como se cada segundo ali precisasse ser vivido com mais atenção. Era como se o mundo estivesse em pausa.
Para Sophia, isso era um alívio… e também um castigo.
A cidade pequena onde agora vivia com sua madrinha Sílvia, estava longe demais de tudo que conhecia, falava uma língua que ainda não dominava, e era envolta por paisagen