Laura entrou devagar, como se pisasse num terreno desconhecido — e, de certa forma, era isso mesmo. A casa de Apollo lhe era familiar, quase como uma extensão sua. Quantas vezes ela já estivera ali, no sofá velho da sala, rindo de besteiras, dividindo silêncios, falando sobre a vida? Mas agora era diferente. Aquela era a primeira vez que ela estava ali como alguém que o ouvia dizer “eu te amo”.
Apollo fechou a porta atrás dela, os olhos ainda presos aos dela, como se temesse que ela sumisse se