A manhã seguinte parecia carregar o peso de uma tempestade que acabara de passar. O céu estava coberto por nuvens densas, mas não chovia. Era como se o mundo respeitasse o silêncio de Laura.
Ela estava deitada no sofá da casa de Apollo, com uma manta até os ombros e os olhos fixos no nada. As palavras ainda não vinham. Desde que acordara, havia dito apenas o necessário. “Sim.” “Não.” “Obrigada.” Tudo o que vinha depois disso morria em sua garganta.
Apollo, por sua vez, sentia um aperto constant