No princípio, as crianças não falavam.
Mas se entendiam.
Havia entre elas um silêncio cheio de sentido — feito de olhares, de toques, de ritmos internos que se conectavam sem esforço. Quando uma delas sorria, outra sorria também. Quando uma sentia fome, todas caminhavam juntas até onde o instinto as guiava.
Não havia disputa.
Não havia hierarquia.
Não havia medo.
Era como se cada célula de seus corpos soubesse que haviam sido geradas... para estar ali.
O primeiro gesto que marcaria a história