(Lua Carvalho)
Quando cheguei em casa naquela noite, ainda estava atônita com tudo o que havia acontecido. Uma viagem para Nova York... comigo. Logo eu, que mal tinha dinheiro para pagar a conta de luz atrasada.
Minha avó Laura estava na sala, tricotando, como sempre. O cheiro de chá de camomila perfumava o ar. Ela ergueu os olhos assim que me viu.
— Lua, minha filha, o que foi? Está pálida.
Joguei a bolsa no sofá e me sentei ao lado dela, respirando fundo.
— Vó... eu vou ter que viajar.