Capítulo 21, início de algo novo.
(Eduardo Duarte Galvão)
Nunca fui homem de bater em portas humildes. Não por desprezo, mas porque meu mundo sempre foi o dos prédios de vidro, dos carros importados, das mansões cercadas por muros altos e portões automáticos. Tudo sempre cercado por seguranças e silêncios calculados.
Mas ali estava eu, parado diante da casa simples de Laura. Uma fachada discreta, com tinta descascando nas paredes e um pequeno jardim que insistia em florir apesar do concreto ao redor.
Laura… a mulher que, em mui