Lorena
Não existe sono profundo quando o homem que tu ama tá em guerra com os próprios demônios.
E os dele… ainda respiram.
Cada noite era uma roleta russa. Um tiro que não vinha, mas que a gente sentia o tambor girando.
Desde que Kaíque decidiu voltar pra favela, eu sabia.
Sabia que era questão de tempo até os fantasmas tirarem o capuz e baterem na nossa porta.
Eu implorei pra gente continuar na vila. Tava tudo arranjado. Aluguel pago, oficina quase de pé, a vida pedindo pra começar de novo.
M