Kaíque
Assinar aquele papel foi mais difícil que sair da boca pela primeira vez. O papel tremia na minha mão igual à minha alma. A caneta pesava como se tivesse chumbo. Era o preço da liberdade… ou do caixão.
Quando botei meu nome ali, não foi só tinta no papel. Foi um grito calado. Foi como berrar pra favela inteira: — “Eu não sou mais de vocês.”
E junto com esse grito veio o silêncio.
Aquele silêncio pesado. De quem sabe que agora carrega uma mira nas costas.
Porque quem sai da vida… vira alv