Kaíque
Desde que decidi sair do corre, parecia que tinha assinado minha sentença. Tipo quem pula de um barranco achando que vai cair em campo florido. Besteira minha.
Na real? Eu só troquei de guerra.
Porque a favela não esquece.
E o crime… o crime não perdoa traidor. Pra eles, querer viver limpo é cuspir no prato onde comeu. É virar alvo.
No começo achei que era nóia da minha cabeça. Que era só o passado me assombrando.
Mas aí veio o silêncio.
Aquele silêncio estranho da quebrada, onde o barul