Presídio Bangu 1 – Três anos antes da liberdade de Kaíque e Lorena
A cela de Jonas Duarte era a última do corredor. Isolado, como um rei derrotado que já não comanda nem as próprias fezes. O tempo, a culpa e os inimigos tinham corroído tudo nele: a pose, o poder, o respeito. Era só mais um. Só mais um nome apagado nas paredes mofadas. Mas do lado de fora, o nome dele ainda fazia eco — e não de admiração, mas de ódio. Porque Jonas não caiu sozinho. Levou parceiros, entregou comparsas, ferrou ali