O portão era alto demais para alguém como Isadora.
Imponente, blindado, vigiado. Tudo naquela mansão dizia: você não pertence aqui. Mas Isadora não se mexeu. Os braços cruzados sobre o peito, o vento levantando as pontas do vestido vermelho contra suas pernas. O salto firme batia contra o chão de pedra, ecoando como um desafio.
Dois seguranças se aproximaram com lentidão, os olhos varrendo-a dos pés à cabeça.
— Volta pra onde veio, moça. Essa casa não é de visita.
Ela não respondeu de imediato.