O porão da mansão Bianchi exalava um frio úmido, o tipo que grudava nos ossos. As luzes artificiais lançavam sombras duras contra as paredes de concreto. Onde antes Clarisse Diniz havia gritado, agora reinava o silêncio — limpo, seco, preparado para novos fantasmas.
Diante de um monitor, Matteo assistia, impassível, ao momento registrado pelas câmeras: Beatriz atravessando o jardim com passos leves, o sol refletindo em seus cabelos. O entregador já estava parado junto ao portão lateral, com a m