No novo escritório de Matteo — amplo, sóbrio, com paredes forradas em madeira escura e uma iluminação indireta que jogava sombras nos cantos — o silêncio era espesso. A única exceção era o tilintar ocasional da colher contra a porcelana.
Benedetta, sentada em um dos sofás laterais, tomava chá com a serenidade de quem assistia a uma tarde de ópera. Vestia-se de preto, mas com elegância quase teatral.
Matteo estava à mesa. Diante dele, a caixa aberta com a língua ensanguentada envolta no lenço de