O quarto de Matteo estava mergulhado em uma penumbra dourada da tarde que entrava pelas cortinas entreabertas. Sobre a escrivaninha, repousava uma pequena caixa de veludo escuro, aberta, revelando as duas alianças reluzentes. Ele estava sentado diante dela, os cotovelos apoiados nos joelhos, a cabeça baixa.
Segurava uma delas entre os dedos como se fosse uma arma sagrada. O metal frio contrastava com o calor que queimava sob sua pele. Por um instante, Matteo pegou o celular. Desbloqueou a tela.