A primeira coisa que Isadora sentiu foi o frio da maca metálica contra as costas suadas. A luz branca acima dela queimava seus olhos fechados. Quando abriu as pálpebras, tudo era embaçado, girando. O som de instrumentos metálicos tilintando.
O ar carregado com o odor ácido típico de produtos hospitalares antigos. E, acima de tudo, o som da voz de Clarisse, cortante como navalha:
— Faz. Agora. Se não tiver coragem, eu mesma arranco essa coisa de dentro dela.
O médico hesitou. Ao lado, uma enferm