O sol filtrava pelas cortinas pesadas com uma suavidade quase irreal. Isadora piscou, sentindo os cílios grudados e a garganta seca. O colchão sob ela era macio demais, o travesseiro perfumado. Nada fazia sentido.
Tentou se erguer, mas o corpo respondeu com uma lentidão sufocante. Os músculos doíam. A cabeça latejava. O ar parecia mais leve, mas ainda denso de lembranças.
A porta do banheiro se abriu.
Um homem atravessou o ambiente com passos calmos. Terno azul-escuro, corte impecável. Cabelos