Mundo de ficçãoIniciar sessãoO sol de Guimarães despedia-se com uma lentidão quase solene, filtrando-se pelas janelas altas da suíte e pintando as paredes de granito com tons de violeta e um âmbar profundo que parecia incendiar os móveis de carvalho. Observei o meu reflexo no espelho do toucador, e a mulher que me devolvia o olhar já não era a designer hesitante que subira aquela escadaria na sexta-feira à noite.
O meu telemóvel vibrou em cima do tampo de mármore. Era a Bianca. Sorri, imaginando-a em Lisboa, roída






