Mundo ficciónIniciar sesión• LOURENZO •
Eu sempre achei que o silêncio era uma arma. Usei-o durante anos para intimidar adversários em salas de reuniões assépticas e para esconder as minhas próprias fissuras. Mas o silêncio de Sintra, naquela tarde de final de setembro, era diferente. Era um silêncio vivo, preenchido pelo sussurro das árvores centenárias, pelo canto distante de um pássaro e pelo aroma a musgo e terra húmida que parecia purificar tudo.Estava de pé, no final de um carreiro ladeado por lanternas






