Capítulo 142

O calor já se fazia sentir em Lisboa, e as portas de vidro da varanda do apartamento do Lourenzo estavam escancaradas, deixando a brisa do rio Tejo ventilar a sala de estar. Eu estava refastelada no fundo do grande sofá de cabedal, com as pernas apoiadas no colo do Lourenzo. A minha barriga de trinta e oito semanas assemelhava-se a um pequeno planeta prestes a entrar em órbita, e a minha paciência para o calor roçava o limite do razoável.

​Mas o verdadeiro espetáculo daquela tarde de sába
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