O corredor era estreito demais para dois egos tão grandes e dois corpos que já se sabiam. Mesmo sem terem se tocado.
Anyellen vinha com uma pasta contra o peito, andando rápido, sem olhar para os lados, quando deu de cara com a figura parada no meio do caminho.
— Licença.
Disse, olhando para o chão, tentando manter o passo.
Miguel não se mexeu. Só ergueu o queixo, observando-a como se analisasse uma obra de arte feita para provocar tormento. Ou prazer.
— Você sempre anda assim? Como se fugisse