Miguel não esperava encontrar um museu de emoções cruas em meio à ONG. Muito menos se comover por ele. Mas lá estava ele, parado diante de uma pintura feita por uma adolescente órfã; linhas tortas, cores gritantes, traços carregados de dor. E entre os tons vermelhos, um detalhe que só ele reconheceria: a assinatura de Elias, o homem que o criou. O homem que destruiu o nome da sua família. E que agora era homenageado por alguém que o via como herói.
Miguel sentiu como se algo fosse arrancado de