Miguel atravessava o pátio da ONG com os punhos fechados, a camisa social arregaçada nos antebraços e os olhos queimando de intenção contida. Não estava ali para caridade, e ele jamais fingiria isso. Mas também não esperava encontrar uma mulher como Anyellen.
Ela vinha em sua direção com a prancheta contra o peito, os cabelos presos com naturalidade, que era sexy sem fazer força e um olhar que atravessava a alma. Vestia calça jeans, camiseta branca e uma expressão tão firme que faria qualquer e