86. A Travessia
VALENTINA
Faltava um pouco mais de uma hora pro voo de Dante. Abri uma das trancas da saída secreta — uma daquelas que, caso a tentativa falhasse, seriam explodidos alguns metros do túnel.
“Sou muito foda, mesmo!”, sorri com minha capacidade incrível de abrir qualquer porta. Dante ainda não havia me alcançado. Voltei ao porão e lá estavam eles, testas coladas, faces entre as mãos. Decidi dar-lhes um pouco mais de tempo. Se tudo desse certo, estaríamos, em quarenta minutos, no aeroporto.
As mãos