4. O Cheiro De Amélia
ISADORAMe vi sozinha na sala, ainda hipnotizada pelo cheiro que, de tão adocicado e forte, se sobrepujava ao dos óleos. Amélia havia saído com um sorriso vencedor — ou melhor: de quem se acostumou a ter todos os seus desejos realizados. Eu, por outro lado, me sentia como se tivesse perdido alguma coisa; só não tinha ideia do quê. Era como se ainda a massageasse.Lavei-as com mais força do que o necessário. Apesar da água quente escorrer pelos dedos, não levava consigo a sensação de tê-la tocado. De luva na mão direita, higienizei a maca de novo... e de novo. Porém, o aroma doce dos óleos, misturado ao perfume da cliente, pairava no ar. E o corpo dela ainda se encontrava ali, de algum jeito: sua pele bronzeada, seus olhos fechados, sua entrega sem medo."Com final feliz, né?"Esse sussurro indecente ecoava na minha cabeça. Não era a primeira vez que alguém me pedia, entretanto, foi a primeira vez que eu me senti... violada. Como se, naquela sala, não fosse eu quem estivesse no control
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