119. Explosões
VALENTINA
— Não! — gritei.
Eu nunca fui de gritar. Minha voz sempre foi sussurros, deboches, o tom mediano com inflexões para soar sempre irônica. Eu havia prometido a mim mesma, depois que gritei pelo meu pai morto e de nada adiantou, que nunca mais gritaria.
Naquele momento, gritei.
O medo de perder Lorenzo se concretizou naquele som agudo que não contive. Medo de ele concretizar seu plano idiota de explodir a si mesmo durante o casamento. Um idiota egoísta.
— Você tá louco? — escolhi continu