O avião ainda cortava as nuvens quando Lucas fez a pergunta.
— Aliás, por que você está chamando ele de Victor?
Meu coração parou. Eu estava olhando pela janela, tentando desviar do assunto, tentando fingir que tudo era normal. Não era. Nunca tinha sido.
— O quê? — a voz saiu mais aguda do que eu queria.
— Agora há pouco. Antes de entrarmos. Você disse “Victor, espera”. — Ele falava devagar, como se tivesse que juntar todas as peças. — Ele não se chama Theo? Você me disse que ele se chama Theo.