A Torre Alencar era uma lança de vidro preto perfurando o céu cinzento de São Paulo. Era um monumento à filosofia de Arthur Alencar: impenetrável, imponente e fria. Ao entrarem no lobby de mármore cavernoso, onde o único som era o eco de seus próprios passos, Helena sentiu a pressão do lugar, uma força invisível projetada para fazer qualquer um se sentir pequeno e insignificante. Mas, segurando a mão de Dante, ela não se sentiu pequena. Sentiu-se como o centro calmo de um furacão que se aproxim