A segunda-feira amanheceu na casa da Vitória com a promessa de uma nova e deliciosa normalidade. O sol entrava pelas janelas do quarto, pintando listras douradas sobre os lençóis onde Helena e Dante ainda estavam entrelaçados. O cheiro de café já pairava no ar, preparado por Dante, que se levantara mais cedo. Era uma pequena inversão de papéis que se tornara o ritual matinal deles. Ele, o homem que nunca preparara o próprio café, agora o fazia com o esmero de um artesão, enquanto ela, a madruga