O feixe de luz do holofote era quente no rosto de Helena, mas por dentro, ela sentia uma calma fria e absoluta. O barulho do salão de baile, o tilintar de taças, os sussurros, tudo se desvaneceu em um zumbido distante. Havia apenas ela, o microfone e o mar de rostos anônimos que a encaravam com uma curiosidade polida. E, em meio àquele mar, havia a ilha de Dante, seus olhos eram o único farol de que ela precisava.
Ela respirou fundo, o som enchendo o silêncio.
— Boa noite. Meu nome é Helena San