Parte 155...
Domenico
Palermo tinha aquele cheiro salgado no ar que grudava na pele, como um lembrete constante de onde você estava.
Era o fim da tarde, e o sol ainda queimava as pedras do jardim quando estacionei o carro em frente à casa. O portão rangeu como sempre, e os cães do vizinho latiam sem parar. Mas naquele dia eu nem me importei. Eu só queria entrar.
Gisele abriu a porta com um sorriso largo, os olhos cansados de quem passa o dia correndo atrás de um bebê, mas felizes.
— Bem-vindo d