Do lado de fora da cafeteria, o vento parecia ainda mais frio depois do calor e do cheiro reconfortante de sopa. Helena ajeitou o casaco sobre os ombros e apertou a bolsa contra o corpo, como se aquilo fosse um escudo.
Arthur parou na calçada, observando o fluxo constante de pessoas que passavam com pressa rumo ao metrô. O letreiro luminoso de um banco se refletia nos vidros dos prédios ao redor, criando uma impressão de movimento perpétuo.
— Eu pedi ao motorista que venha até aqui — disse ele,