Milão acordou com céu limpo e um frio cortante. Do alto da sacada do próprio quarto no hotel, Helena observava os telhados alaranjados e os sinos da igreja que badalavam em horários incertos. Estava sozinha, vestida ainda com o robe branco do hotel, uma xícara de café quase intocada na mão, e os dados da apresentação abertos no notebook à sua frente. Tentava se concentrar, mas a cabeça insistia em vagar — e não era por causa da planilha.
Na noite anterior, o clima entre eles oscilara entre cord