Na manhã de quinta-feira, o céu ainda estava cinzento, e a cidade parecia sustentar a respiração. Helena chegou cedo à Valente, como sempre. Cumprimentou o porteiro com um aceno e subiu direto. O sétimo andar ainda estava silencioso, mas ela não estava sozinha.
Aline já a esperava com duas pastas sob o braço e a expressão alerta.
— Dormiu? — ela perguntou, direto ao ponto.
— O suficiente pra lembrar que hoje é quinta — respondeu Helena, pegando uma das pastas.
— Reunião marcada pra às onze. Art