O silêncio no flat era absoluto. Nem os ruídos da rua pareciam alcançar dentro do prédio antigo, nem o motor da geladeira, que de vez em quando reclamava da idade. Helena estava sentada no chão, as costas apoiadas no sofá, os olhos perdidos na escuridão da tela do notebook.
Não sabia por que aquela noite a puxava tanto para trás. Talvez fosse o peso da carta que ainda não entregara. Ou o olhar de Arthur, que começava a buscar mais do que ela estava pronta para mostrar.
Mas ali, na quietude daqu