Na manhã seguinte, terça-feira, Helena chegou à Valente antes de todos — como sempre. O relógio ainda marcava 7h12 quando atravessou a portaria. O porteiro ergueu o rosto e sorriu com a familiaridade discreta de quem já conhecia os hábitos dela.
— Bom dia, senhorita Costa.
— Bom dia, Pedro.
— Café forte hoje?
— Duplo, se possível — ela respondeu, e seguiu direto para o elevador.
No sétimo andar, tudo ainda estava silencioso. As luzes de presença se acendiam conforme ela caminhava, revelando cor