Helena não sabia explicar como era possível sentir medo e paz ao mesmo tempo.
Enquanto o cheiro do café se espalhava pela cozinha, tudo parecia comum demais — e, por isso mesmo, assustador.
Ela apoiou as mãos na bancada, tentando ignorar o fato de que Arthur continuava parado ali, observando cada gesto dela como se fosse algo precioso.
Quando ergueu os olhos, encontrou o olhar dele.
E por um instante, esqueceu como se respirava.
— Você quer açúcar? — perguntou, a voz mais baixa que pretendia.
—