Por muito tempo, Helena só ficou ali, enroscada no abraço dele, tentando acreditar que aquilo era real.
Era quase meio-dia quando Arthur finalmente se mexeu, passando os dedos pelo cabelo dela devagar, como se precisasse confirmar que ela não ia desaparecer.
Ela ergueu o rosto, surpresa por encontrá-lo sorrindo.
Um sorriso pequeno, que não tinha nada de calculado.
— O que foi? — perguntou, a voz rouca de sono.
— Eu estava pensando… — Arthur passou o polegar pelo contorno da sobrancelha dela, nu