O quarto era simples.
Paredes de pedra, chão de madeira antiga, uma pequena janela de vidro grosso por onde entrava o som abafado do vento entre as árvores. Havia cheiro de ervas secas, lavanda e lenha queimada. Calor suficiente para não tremer, mas não o bastante para aquecer por dentro.
Selena estava sentada na cama, os pés descalços no chão. A pele ainda carregava as marcas da prisão — não cortes, mas tensão, rigidez. Um corpo que ainda não sabia como habitar a liberdade.
A primeira noi