Olhei pra ele, e de repente não era mais meu pai. Era o homem que subiria ao púlpito e falaria de pureza, pecado, desobediência, do diabo que se esconde nas vontades da carne. Era o homem que pregava sobre o controle da mulher, a submissão, a santidade das filhas.
— É. — respondi, firme.
O silêncio que veio depois foi ensurdecedor. Ele fechou os olhos, respirou fundo, e balançou a cabeça devagar, como se confirmasse pra si mesmo o que queria negar.
— Como você pôde fazer isso, Isabel?