— Isabel precisa de paz, Luka. — Ele falava como quem suplica e sentencia ao mesmo tempo. — Pela primeira vez na vida, ela precisa de segurança, de um homem bom.
Ele fez uma pausa, respirando fundo, os olhos cravados em mim.
— E você não é esse homem.
Aquilo me atingiu em cheio, mas eu mantive o rosto impassível.
— Eu nunca disse que era — murmurei, o olhar duro, imóvel.
— Então se torne um — Elijah insistiu, a voz quase quebrando. — Por ela. Porque, por mais que você queira, por mais que a proteja com o corpo, com a raiva, com o sangue… isso não é amor, Luka. Isso é sobrevivência. E ela já sobreviveu demais.
A respiração saiu pesada de mim, quase um rosnado. Eu desviei o olhar, tentando conter o turbilhão que queimava por dentro.
Vincent manteve a mão sobre o meu ombro, apertando um pouco mais, não em advertência, mas em solidariedade silenciosa.
O olhar dele encontrou o meu, e havia algo ali… compreensão. Um tipo de empatia sombria.
— Às vezes — disse Vincent direcionado a