Amém.
A igreja respondeu num coral morno, obediente, cego.
Amém.
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As As palmas ainda ecoavam quando me levantei. Meus ouvidos zumbiam. A boca estava seca. Eu queria sumir.
Mas aí vieram os sorrisos. Aqueles sorrisos plásticos, cheios de “graça e paz” e “que palavra abençoada”. Como se tivessem ouvido uma chuva de bênçãos, e não uma execução pública travestida de sermão.
Alguns me olhavam com pena. Outros, com julgamento. E os piores eram os que sorriam como se tivessem presen